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Mudamos!!!

Já fazia algum tempo que eu tinha em mente registrar um domínio para o meu bom e velho nickname, que me acompanha há 8 anos. Recentemente decidi realizar a vontade e como venho me divertindo bastante neste blog pensei: “por que não fazer algo melhor e um pouco mais elaborado?”.
O WordPress de graça é muito bacana, dá até pra fazer um blog legal, mas vivia jogando na minha cara que eu deveria pagar US$ 12 para editar o CSS, US$ 50 pra ter mais espaço… decidi sair do aluguel e arranjar casa própria.
Espero que com a mudança do blog para outro lugar, com uma infra-estrutura menos “gratuita”, eu possa oferecer a todos que me lêem maior conforto, usabilidade e, claro, liberdade para comentar, criticar ou simplesmente matar o tempo.
Então, se você sempre dava uma passadinha aqui para ler os posts, ESSA é a minha nova casa. Desculpe o transtorno.

Ah, é claro, estou levando todos os posts e comentários junto, graças aos milagres da importação de XML. :-)

Estamos mudando de endereço. CLIQUE AQUI para o novo Blog

Mudanças por todos os lados

Todo mundo sabe que o mundo está em constante mudança. Hoje enquanto caminhava nas ruas com meu discreto mp4 dentro do bolso, não sei porque diabos me lembrei dos walkmen e fiquei imaginando que se um walkman aparecesse nos dias de hoje seria motivo de piada. A qualidade sonora era uma porcaria; muito dificilmente era possível aproveitar um efeito estéreo, muito menos os avançados recursos de som tridimensional que temos hoje. A mídia utilizada (fitas K-7) tinham uma capacidade de armazenamento horrível e a mais vendida era um modelo de 60 minutos de capacidade; por fim, tratava-se de um paralelepípedo mecânico que vinha com um prendedor de cinto e utilizava duas pilhas pequenas (AA). O walkman fez sucesso e nem faz tanto tempo assim e logo foi substituído por seu filhote mais moderno, o diskman, que usava CD mas que era igualmente pesado e grande.

As mudanças não só estão acontecendo, como vêm se acelerando e a tecnologia é a grande responsável. Posso apostar que as gerações futuras vão passar por mudanças dramáticas muito mais rápidas do que jamais passamos (e olha que já dá pra ficar boquiaberto).

Não é que eu seja um Darwinista roxo, mas quem não se adaptar vai desaparecer. Quando eu era criança, na época de ouro dos vídeo-games, a moda eram as revistinhas de macetes e resenhas sobre os lançamentos. Ter uma revista voltada aos gamers era fonte certa de um lucro razoável e haviam dezenas de opções de boas revistas na época, mas uma tal de internet acabou com a festa. Quem compraria uma revista se era possível ler as dicas, sem sair de casa, pela tela do computador? Como era de se esperar, as revistinhas de vídeo-game que não se adaptaram acabaram morrendo. Ainda devem existir algumas que subsistem de lucros (entenda-se prejuízos) capengas, mas os espertos foram para a internet.

E no começo da internet a febre eram os bate-papos. Década de 90, ainda lembro das salas do MSN Brasil onde eu passei algumas noites em claro… mas isso foi antes do MSN Messenger. As salas de bate-papos viraram sinônimo de coisa brega e a maioria acabou por falta de acessos.

Esse ano decidi abandonar os clientes de e-mail. Nada mais de Thunderbird e Evolution. Cansei de viver reclamando do Yahoo!, que não marca as mensagens das pastas que criei como POP3 e do GMail com seus piripaques na hora de baixar as mensagens. Deve ser um sinal de que é hora de colocar na cabeça que o Yahoo! Não marca todas as mensagens como POP3 porque ele mesmo é um cliente de e-mail eficiente e o GMail, que visualiza imagens e até mp3 sem precisar baixar nada, chegaram para mudar as coisas mais uma vez. Webmails com espaço infinito, compartilhamento, redirecionamento para celular… é a vida cada vez mais on-line e querer as coisas off-line deve parecer burrice.

Quais serão as próximas mudanças? Já começam a aparecer Sistemas Operacionais e softwares on-line, páginas em ajax totalmente ajustáveis e até a Microsoft percebendo que o Software Livre é o futuro. Quem sabe em alguns anos diremos: “lembra de quando o Windows era de código fechado?”.

Amarok para Windows: “só” 200 MB

Quem gosta de ouvir uma musiquinha no PC e usa Linux, provavelmente conhece o Amarok e quem conhece o Amarok, logo de cara nota que trata-se de um produto superior e, sem sombra de dúvida, um dos melhores players do mundo (não, não estou exagerando).

Já que Linux significa liberdade, por que não portar o Amarok para Windows? A idéia, a princípio porreta, deixou muita gente animada: ter o melhor player do mundo rodando sobre o Windows é algo como boicotar a Microsoft e seu imperio do mal de dentro! Mas… (sempre tem um “mas”) o que ninguém, nem os desenvolvedores, tinham pensado é que portar o amarok para Windows não é tão simples como recompilar o código fonte no Dev C++ e pronto. O Amarok usa as bibliotecas da família K, ou seja: é muito dependente do KDE e de suas bibliotecas e isso significa que se o povo do Windows quiser ter o Amarok rodando em seu sistema há duas possiveis soluções:

  • Os programadores recomeçam o Amarok “from scratch” e reescrevem tudo só para funcionar no Windows (ouvi risadas na platéia?).
  • Portar, junto com o Amarok, todas as bibliotecas e scripts necessários para seu funcionamento… coisas leves como KDE Base, Qt e Ruby que fazem doAmarok tudo que ele é (ouvi choros na platéia?).

Pois então, toda essa brincadeira, compactada com o 7Zip, ficou em aproximadamente 200 MB (antes de uns refinamentos era 270 MB, por isso não reclame) e eu fico pensando: vale à pena baixar 200 MB para ter um player de áudio funcionando?

Mais um problema interessante é que o KDE 4 também vai ser portado para Windows (mas isso ainda demora, quer apostar?) e as equipes do Amarok e do KDE estão usando IDEs diferentes para compilar seus projetos, o KDE usa Visual Studio 2005 e o Amarok usa Visual Studio 2008 (são incompatíveis). O pessoal do Amarok está pensando em empacotar independentemente as suas partes do KDE para garantir a compatibilidade com o Amarok e isso vai significar que o Amarok vai sempre estar atrasado em relação aos lançamentos do KDE, pois reempacotar tudo não é moleza como parece.

Chega de más notícias? Ok, ok… a boa notícia é que desses 200 MB, só 2,36 MB são do Amarok; o resto são dependências. :-)

Por fim, o pessoal está lutando para reduzir os 200 MB para 120 MB e tornar o tamanho da instalação mais razoável (uns 35 MB de download compactado), mas adverte que cortar bibliotecas do KDE e deixar só o essencial para o Amarok pode significar que outras aolucações da família K não irão funcionar. Ainda bem que uso Linux… ;-)

Ah, antes que me esqueça, o Amarok para Windows ainda está em fase alfa.

200 MB do seu disco vão embora:

  • 12488 kb - amarok
  • 75559 kb - kdebase
  • 33109 kb - kdelibs
  • 5155 kb - kdepimlibs
  • 134 kb - kdewin32
  • 158 kb - qimageblitz
  • 42188 kb - qt
  • 16984 kb - ruby
  • 1354 kb - soprano
  • 1336 kb - strigi
  • 352 kb - taglib
  • 21283 kb - win32libs

Fonte: Blog do Amarok

Sistemas Operacionais (parte 3 de 10) AtheOS

AtheOS (de Athena Operational Sistem) era um sistema operacional inicialmente desenhado para comportar-se de forma semelhante ao AmigaOS. Seu desenvolvimento começou no início de 1994 pelo programador norueguês Kurt Skauen. Interessantemente, o AtheOS foi desenvolvido para que Kurt testasse o sistema de arquivos criado por ele, o ATheFS (ou AFS). O AtheOS tornouse notório quando seu anúncio ao público foi feito de uma maneira um tanto inusitada. Kurt jogou no Usenet uma mensagem onde anunciava estar rodando um servidor com seu próprio sistema operacional (licenseado pela GPL) e que desejava que as pessoas o ajudassem tentando invadi-lo. O resultado foi uma chuva de ataques ao servidor de Kurt e, por consequencia, centenas de olhos de pessoas dispostas a ajudar no desenvolvimento.
Kurt desenvolveu o sistema sozinho e quase que artesanalmente durante o tempo todo e, embora disponibilizasse o código fonte pela GPL, relutava terminantemente em aceitar contribuições de terceiros ao seu sistema. A comunidade, por fim, iniciou seu fork, deixando que Kurt permanecesse sozinho com seu AtheOS e iniciou o Syllable.
O Sistema operacional de Kurt começara com um sistema de arquivos de 64 bits e com suporte a journaling. AtheOS foi completamente escrito do zero, sem aproveitar código de nenhum outro local. Atualmente, roda em processadores intel, AMD e compatíveis e tem uma considerável quantidade de softwares portados para rodarem sobre o sistema, como o Apache e o PHP 3. Em vez de usar o X11 como seu servidor de vídeo, o AtheOS usa seu próprio servidor de vídeo, o que, segundo o desenvolvedor, tem muitos prós e contras. Os contras (alguns), são o lento desenvolvimento do servidor gráfico, o fato de que muitos softwares são escritos para rodar sobre o X11 e não poderão ser portados para o AtheOS. Como prós temos o fato de que o servidor gráfico do AtheOS é muito mais lece que o X11 e de que muitos processos, com áreade transferência, por exemplo, são gerenciados pelo So em vez de pelo servidor gráfico, o que causa uma maior consistência no funcionamento e facilita o aprendizado do usuário.
A GUI do AtheOS é composta por dois elementos principais: um servidor de aplicações e uma dll que providencia uma interface em C++ entre o servidor e as aplicações. A GUI é programada usando uma API em C++ que permite a criação de diversos widgets que possuem, cada um, seu próprio ambiente gráfico.
O kernel, totalmente escrito do zero, tem suporte a SMP (Symmetric Multi Processing) e possui um cliente TCP/IP embutido. O suporte a módulos permite que elementos sejam carregados ou descarregados da inicialização do kernel e também tem supotrte a diversos sistemas de arquivos.
Como era de se esperar, o AtheOS (a cruzada de um homem só) teve um desenvolvimento lento e me lembro bem de que em 2004, quando ouvi falar nele pela primeira vez, não dava suporte a muitas funções básicas de teclado. O Syllable rapidamente suplantou o AtheOS, e, por fim, Kurt abandonou o projeto AtheOS, passando a dedicar-se a outros empreendimentos. O Syllable continua a ser desenvolvido pela comunidade e seguiu rumos diferentes dos pretendidos por Kurt Skauen.
O site oficial do AtheOS está em um servidor que, é claro, roda AtheOS. As especificações técnicas são: Dual Celeron 466 com 768MB RAM e 85Gb de espaço nos discos. esta máquina está executando os seguintes serviços: HTTP, FTP, CVS, SSH, DNS e Mail (SMTP/POP3).
HTTP: Apache V1.3.9
FTP: wu-ftpd 2.6.0
CVS: CVS V1.10.
DNS: Bind
Mail: QMail

Mais sobre o AtheOS

Morte aos Trolls!!!

Recentemente li um artigo no MeioBit a respeito de uma jovem que se matou devido a uma ação dos Trolls da internet. Trolls são aqueles baderneiros que chegam cheios de má fé, simplesmente para criar discórdia, provocar os outros e destruir o máximo que puderem do empreendimento alheio. Lendo o artigo me lembrei do quanto odeio essa gente e fico abismado me perguntando o que leva um ser humano a agir de maneira tão imbecil.
Os trolls destroem o conteúdo da Wikipédia, mudando conteúdo sério por palavrões, ofensas, artigos propositadamente errados e botam a perder o esforço de pessoas que contribuíram de verdade, dando muito trabalho extra para os encarregados de vigiar o que acontece.
Nos fóruns, esses indivíduos são os que não contribuem com um post criado por eles, mas sempre estão presentes nos posts de outros para discordar, ironizar e provocar discussões.
O banimento dos trolls é sempre uma questão delicada, pois coloca em xeque a “liberdade de expressão” tão aclamada por todos (geralmente sem nenhum conhecimento de causa).
Estou na internet há anos, desde o fim da década de 90 e conheço de longe as situações em que um gracejo ou uma piadinha mais ácida vem carregada de intenções maldosas… sou contra os trolls porque acredito que a liberdade é um privilégio e acho que aqueles que não sabem aproveitá-la devem ser privados dela. Trolls, SPAMMERs e pichadores são criminosos que tornam a vida de muita gente mais complicada e representam um decréscimo em tudo que se deseja construir.
A maioria dos trolls utiliza-se do mesmo argumento de que “têm o direito de se expressar” e que é algum tipo de heresia privá-los do direito sagrado de importunar seus semelhantes.
Como o número desses indivíduos é tão grande, criou-se a campanha “não alimente os trolls” que, basicamente manda ignorar os baderneiros, pois o que eles querem é a atenção. No entanto, sei que muitas vezes essa atitude pacífica não é solução para os trolls mais agressivos e “medidas mais higiênicas” fazem-se necessárias.
Por fim, fico imaginando a criatura mandando para um milhão de contatos um e-mail com propaganda de viagra ou de aumentar o pênis ou ainda, um desses trolls engraçadinhos que podem falar a palavra errada para uma pessoa mais sensível no momento errado e provocar, na sua brincadeira irresponsável, uma conseqüência mais grave.
Morte aos trolls e que todos eles sejam escorraçados até que não sobre mais nenhum para contar história.

Nós amamos o XMMS

É verdade que eu ando relapso com meu blog, mas tenho boas desculpas para justificar a ausência prolongada:

  • Trabalho: muito, interminável, estafante, chato e interminável (sim, interminável duas vezes). Comecei os estudos para o meu RHCE e estou tentando concicliar a minha faculdade de Engenharia Química com meu livro de contos, as atividades de tradução do Fedora e os encargos de embaixador enquanto sou técnico de informática na Prefeitura Municipal de Paracambi.
  • Falta de tempo: entre um lugar e outro, pensando na vida e só depois lembrando do blog. :P
  • Preguiça: bem… melhor não falar nada aqui, pois quieto me defendo mais…

E já que o assunto é preguiça, que melhor tópico a abordar senão a volta do XMMS às paradas de sucesso, depois de 1211 dias sem ter nenhuma nova release? É isso mesmo! depois de 1211 dias na geladeira, saiu a versão 1.2.11 do bom e velho XMMS.
Por que isso é tão importante? O XMMS não é o player mais dinâmico, não vem com bilbiotecas onde vc organiza seus arquivos, não tem integração com milhares de recursos úteis (e inúteis) da internet, ainda é feito em GTK 1 mas faz bem o que se propõe fazer: ele toca (e muito bem) virtualmente qualquer arquivo de áudio, numa interface que lembra o Winamp, sem frescuras, sem rodeio, simples e direto.
Basicamente, quando todos os outros players falharem, o XMMS vai estar lá, funcionando e a importância dele é tão grande que a maior parte de sua história se confunde com a história do próprio Linux.
Ele ainda é o favorito do pessoal da velha guarda, da época em que para instalar o Linux era preciso dar boot através de um disquete, conexão à internet era conseguida via discagem pela linha telefônica e assistir vídeo era feito através do XINE quadradão. O XMMS ainda se mantém jovem e impressionante, sempre leve, com a possibilidade de usar skins das mais simples às mais elaboradas e uma tonelada de plugins de melhoramento de som.
Não sou da velha guarda, sou de 2002, quando o linux já não era mais tããããããão complicado (média guarda existe?), mas também sou fã desse player que continua sendo o queridinho de muita gente.

Halloween assustador com lobisomens

Como todo mundo sabe, o codenome do novo Fedora, o Fedora 8, é Werewolf (Lobisomem). Perdi o processo de escolha do codenome, embora sempre ache muito divertido esse lance de escolher.

Ainda acho uma pena que só o pessoal interno do Fedora Project pode votar na escolha e não o povo da comunidade, mas, vamos admitir, Werewolf é bem legal, não acham? Também gostei do codenome do Fedora 7 (Moonshine) e não consigo deixar de ver uma ligação entre o brilho da lua e o lobisomem.

De qualquer forma, ótimo (e assustador) Halloween para todos.

Nem lançamos o Fedora 8, mas já pensamos no Fedora 9

Pois é, para quem apenas usa o Fedora como sua distribuição favorita, muitas vezes passa despercebido quão frenético é o ritmo de desenvolvimento e das mudanças que ocorrem nos bastidores. As listas de discussão pipocam com deliberações, bate-bocas, acordos e reuniões nos canais do IRC… e tudo fica muito mais agitado faltando menos de dez dias para o lançamento da mais nova cria do projeto Fedora, o Fedora 8, codenome Werewolf.

Sim, é isso, tem Fedora novo chegando na área e ele vem muito mais bonito e cheio de novidades, no entanto, não é por isso que comecei este post de hoje. Como nunca é cedo demais para pensar no futuro, a equipe já começa a se movimentar para o Fedora 9. As equipes de tradução já estão a todo o vapor para o próximo Fedora e os desenvolvedores já anunciaram que, muito provavelmente, daqui a mais ou menos seis meses, o Fedora 9 vai incorporar um novo assistente de configuração de vídeo para substituir o bom e velho system-config-display.

Este novo recurso, segundo eles, é uma ferramenta que permite a mudança dos dispositivos de vídeo como monitores de CRT, LCDs, Plasmas e outros, sem precisar reiniciar o Servidor X. O novo sistema seria baseado na tecnologia da extensão RandR (Resize and Rotate), que permite aplicar mudanças drásticas às configurações de vídeo em tempo real.
Parece que vem coisa boa por aí, mas vamos aproveitar o Fedora 8 que ainda nem chegou.

Quer saber mais?

  • http://en.wikipedia.org/wiki/XRandR
  • http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=NjE1NQ
  • http://keithp.com/~keithp/talks/randr/

Quem é você no mundo Linux?

O Linux e o Software Livre em si fazem parte de um fenômeno que só a internet é capaz de gerar; algo parecido com o paradoxo do infinito que diz que uma idéia brilhante pode ser um fracasso ou que uma idéia idiota pode ser um sucesso estrondoso.
Pode-se dizer que o Linux é fruto desse fenômeno. Não creio que foi com grandes pretensões que Linus disponibilizou o código fonte de seu kernel e nem que ele tinha planejado algo nos moldes de uma revolução mundial, mas aconteceu…
Um linuxista, pelo menos um linuxista de verdade, é uma criatura muito diferente, por mais passionais e dedicados que sejam os usuários de outros sistemas operacionais. Acho que um linuxista de verdade não consegue usar seu sistema operacional sem querer fazer parte de tudo isso, já que o resultado final, o Linux em si, é fruto de trabalho de milhões de pessoas que deram algo de seu tempo e que decidiram em algum momento que poderiam fazer algo para ajudar no desenvolvimento do seu sistema operacional. Cria-se entre o linuxista e seu Linux um tipo de apego, o mesmo apego que se tem a um time de futebol ou a um artista favorito e, querendo admitir ou não, uma fração da sua vida será dedicada de alguma forma em benefício do objeto de afeto.
A fama de antipático o persegue e é bastante comum ver respostas do tipo:

Siga estes simples passos:
1 – Vá até www.google.com.br
2 – Digite a sua pergunta
3 – Pressione ENTER ou clique no botão “pesquisar”
4 – A sua resposta estará logo no (aqui entra um número)º link.

Antes eu não entendia bem essa atitude, mas depois de tantos anos aprendi que um linuxista de verdade sabe procurar a informação que necessita e que é essa versatilidade e independência que fazem dele um usuário à parte. Dar a resposta mastigada vai gerar uma relação de dependência que deve-se evitar… é a velha parábola de dar uma vara com linha e anzol em vez do peixe para os novatos.
Como em todo lugar, é claro, há os maus linuxistas, que são o tipo de gente que parasita o sistema, desfrutando do esforço de seus semelhantes e que guarda para si de maneira egoísta qualquer dica ou informação que considera eleva-lo de alguma forma em comparação aos demais. É esse tipo de gente que busca os fóruns em busca de respostas mas nunca responde nada e nem retorna àqueles que dispensaram um pouco do seu tempo em ajuda-lo qualquer agradecimento. É esse tipo de gente que consegue tirar seu sustendo do Linux como profissionais de informática, mas não se importam em usar no seu dia a dia o Windows pirata no notebook.
Para o linuxista de verdade há um laço, mesmo que incoenciente entre ele e as pessoas que também colaboram para que cada coisa funcione e é claro, há a sensação ótima de saber que você também participa de algo que se movimenta, cresce e frutifica.
O papo pode parecer piegas, mas o linuxista de verdade vive o “the linux way of life” que é algo subjetivo demais para explicar, mas existe definitivamente.
Para resumir, o linuxista é, de fato, um “apaixonado” pelo seu sistema operacional e sabe que em cada OK (ou cada FAIL) que aparece na tela há muito trabalho coletivo e que ele, se quiser, pode ser parte e atuar em vez de ser um mero espectador.

Jogo dos sete erros

Certo, eu admito, não tem sete erros, é apenas um, mas que pode proporcionar umas boas risadas ao ver como os computadores (ou alguns programadores) conseguem ser burros.

Dou uma bala (de mentirinha) para quem encontrar a parte engraçada na foto abaixo:

Desistem? :-D